Descomplicado a radioterapia

Câncer: o que a alimentação tem a ver com a doença?
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Câncer: o que a alimentação tem a ver com a doença?

Dia 16 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Alimentação. Mas qual a relação do que comemos com o câncer?

Claro que quando falamos da doença – que deve chegar à marca de 625 mil casos novos no período de 2020 e 2022 no Brasil, segundo projeção do Instituto Nacional de Câncer (INCA) – questões como prevenção e detecção precoce se tornam primordiais, principalmente quando se considera que cerca de 85% dos cânceres são considerados potencialmente evitáveis.

Porém é importante lembrar que uma má alimentação, baseada, por exemplo, em alimentos industrializados e gordurosos, pode catalisar o risco de desenvolver câncer. Isso porque as substâncias desse tipo de alimento estimulam mutações de células formando os tumores. O excesso de gordura corporal decorrente deste tipo de consumo, provoca alterações inflamatórias e hormonais que estimulam a proliferação de células e inibem a morte programada delas. Com isso, há maiores chances do surgimento de células cancerígenas.

De fato, estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) evidenciam que uma dieta balanceada, desde à infância, à base de frutas, legumes e grãos integrais, por exemplo, pode prevenir não só metade das mortes por doenças cardiovasculares, mas também 1/3 das causas de câncer.

Outra causa que entra nesta conta e está diretamente relacionada à alimentação é o uso de agrotóxicos. Não há dúvida de que profissionais que trabalham diretamente com isso e se expõem ao agrotóxico têm um risco maior. Mas a população, como um todo, também está exposta. Nos últimos anos, cerca de 945 agrotóxicos foram liberados, sendo parte deles considerados de alta periculosidade para a saúde humana e o meio ambiente.

Segundo diversos estudos, as escolhas alimentares são de extrema importância. A prioridade é para os alimentos in natura e minimamente processados, como cereais integrais, verduras, legumes, frutas e leguminosas, tais como feijão e lentilha. O recomendado é consumir 160g de frutas e 240g de verduras e legumes sem amido, como tomate, berinjela, cenoura e couve-flor, por dia. 

Alimentos protetores: o American Institute for Cancer Research (AICR), um dos mais importantes institutos de pesquisa sobre o câncer dos Estados Unidos, recomenda que 2/3 do prato sejam preenchidos com alimentos considerados “anticâncer”. Ou seja, ricos em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes. Na dieta brasileira, esses nutrientes podem ser encontrados em alimentos como grãos integrais, leguminosas, vegetais e nas frutas.

Confira alguns alimentos para incluir em sua dieta diária:

Frutas e vegetais: maçã, uva, brócolis, couve, e outros vegetais folhosos verde-escuros ajudam na proteção para os cânceres de pulmão, cólon, mama, próstata, boca e estômago;

Fibras: arroz integral, abóbora, chia, aveia crua são protetores para o câncer do intestino grosso;

Legumes e grãos: tomate, feijões, ervilhas, lentilhas ajudam na prevenção do câncer de estômago e pâncreas.

Escrito por Radioterapia Legal - 16/10/2021 - 190 Views

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