Descomplicado a radioterapia

Pesquisadores americanos estudam produção de injeção capaz de tratar câncer de pele
Câncer

Pesquisadores americanos estudam produção de injeção capaz de tratar câncer de pele

Pesquisadores da Universidade Yale, nos Estados Unidos, divulgaram recentemente um estudo que estão realizando para prevenção de câncer de pele. Eles desenvolveram uma injeção para tratar a enfermidade. De acordo com o material publicado no começo de fevereiro, na revista médica Proceedings of the National Academy, a injeção de nanopartículas carregadas de quimioterápico seria capaz de matar as células cancerosas, substituindo assim a cirurgia.

Os benefícios de um tratamento injetável contra o câncer de pele são semelhantes aos da radioterapia, eliminando a necessidade de anestesia geral, a redução dos riscos de infecção da lesão e a possibilidade de ser realizada em pacientes que, por possuírem outras condições médicas, não podem ser submetidos à cirurgia.

No estudo, a equipe testou a técnica em roedores com carcinoma de células escamosas, um tipo de câncer de pele. Após 10 dias, os pesquisadores descobriram que 50% do fármaco administrado com nanopartículas foi retido nas células tumorais.  No grupo das nanopartículas os tumores regrediram mais significativamente do que no outro grupo, que havia sido tratado com medicamento sem nanopartículas. Inclusive, em cerca de 20% dos roedores tratados com nanopartículas, o câncer desapareceu.

Embora promissor, o estudo ainda está em fase inicial de desenvolvimento e precisa percorrer um longo caminho antes de estar disponível nos consultórios. A equipe planeja continuar o desenvolvimento do produto e iniciar ensaios clínicos em humanos, que avaliam a segurança e eficácia do tratamento.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil, correspondendo a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país.  Mesmo após a eventual aprovação deste novo tratamento, a prevenção segue como a melhor maneira de combater o câncer de pele.

Por isso, lembre-se sempre de:

– Usar protetor solar com, no mínimo FPS 30 e que combata os raios UVA e UVB

– Evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, horários com maior índice de radiação ultravioleta.

– Quando for se expor a atividades a céu aberto, aposte em roupas com proteção UV, chapéus de aba larga e trama fechada, óculos de sol e sombras artificiais, como aquela oferecida pelo guarda-sol.

– Realize o autoexame de pele para identificar possíveis lesões. Ao notar pintas grandes, assimétrica, e possua bordas irregulares, consulte imediatamente um dermatologista. 

Escrito por Radioterapia Legal - 22/02/2021 - 106 Views

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