Descomplicado a radioterapia

A relação do câncer com as drogas e ao alcoolismo
Câncer

A relação do câncer com as drogas e ao alcoolismo

Celebrado em 20 de fevereiro, o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo tem como objetivo alertar a população sobre a necessidade de diminuir a exposição tanto ao álcool quanto ao tabaco. Embora muitas pessoas entendam os riscos de desenvolver câncer associados ao tabagismo, boa parte ignora que o álcool também causa câncer.

O câncer é o principal problema de saúde pública no mundo e já está entre as quatro principais causas de morte prematura (antes dos 70 anos de idade) na maioria dos países. De acordo com uma recente ficha elaborada pelo Escritório Europeu de Prevenção e Controle de Doenças Não Transmissíveis da OMS, somente em 2018, cerca 92.000 mortes por câncer ligados ao álcool. Nos Estados Unidos, entre os anos de 2013 a 2016, o consumo de álcool foi responsável por 4,8% dos casos de câncer e 3,2% das mortes por câncer, segundo levantamento da American Cancer Society.

Não há nível seguro de consumo de álcool – independentemente do tipo de bebida, sua qualidade ou preço – porque o composto primário que pode causar câncer é o próprio álcool.

Quase 11% de todos os casos de câncer causalmente ligados ao álcool em 2018 foram devidos ao consumo de no máximo 1 garrafa grande de cerveja (500 ml), 2 copos de vinho (200 ml) ou 60 ml de destilados por dia. Os riscos de câncer começam a partir da primeira grama de álcool consumida e aumentam com a quantidade que as pessoas bebem.

Já o tabagismo é responsável por 25% de todas as mortes por câncer no mundo e é a principal causa do câncer de pulmão.  As pessoas que usam tanto álcool quanto tabaco têm um risco 5 vezes maior de desenvolver cânceres da cavidade oral, orofaringe, laringe e esôfago em comparação com as pessoas que usam somente álcool ou tabaco. Para usuários pesados, o risco é até 30 vezes maior.

Os fumantes têm até 22 vezes mais chances de desenvolver câncer de pulmão durante sua vida em comparação com os não fumantes. Entretanto, as pessoas que não usam tabaco, mas que estão expostas ao fumo passivo em casa, no trabalho ou em outros lugares públicos também têm um risco maior de desenvolver doenças pulmonares, incluindo doenças respiratórias crônicas e câncer pulmonar.

A boa notícia, entretanto, é que o câncer de pulmão é amplamente evitável e quase 9 em cada 10 casos podem ser evitados se os fumantes atuais deixarem de fumar. Os benefícios de parar de fumar são quase imediatos. Após apenas 20 minutos de deixar de fumar, o ritmo cardíaco cai. Dentro de 2-12 semanas, a circulação melhora e a função pulmonar aumenta. Dentro de 1-9 meses, a tosse e a falta de ar diminuem. Após 10 anos de abandono do tabagismo, o risco de câncer de pulmão cai para cerca da metade do de um fumante.

Cerca de 40% dos cânceres podem ser prevenidos, e a conscientização pública sobre esses dois fatores de risco – tabaco e álcool – precisa aumentar. Prevenir ainda é o melhor remédio!

Escrito por Radioterapia Legal - 20/02/2021 - 58 Views

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