Descomplicado a radioterapia

O FIM DO PSA?
Câncer de Próstata

O FIM DO PSA?

Existe uma recomendação da Força Tarefa de Prevenção Norte-Americana (United States Preventive Services Task Force) para a não realização do PSA de rotina, que é seguida por várias entidades, incluindo a Sociedade de Medicina de Família do Brasil e o INCA.

O fato é que realmente existem pacientes tratados desnecessariamente e que poderiam ser observados, mas essa conduta têm mudado ao longo dos anos.

Aguardar sintomas do paciente para realizar PSA o rastreamento é permitir que a doença avance e torne-se praticamente incurável.

Em um excelente artigo (link abaixo) o autor, Dr Penson, corretamente chega a conclusão que rastreamento em demasia pode ser ruim, mas não fazê-lo é tão ruim quanto. Nós temos que rastrear para tomar a conduta mais adequada e inteligente para nossos pacientes.

Por exemplo, homens com forte histórico familiar, afro-descendentes, ou com valores de PSA elevados após o primeiro exame (entre 45 e 49 anos) podem se beneficiar dos exames e tratamento precoce.

Um estudo sueco, por exemplo, mostrou que homens, entre 45 e 49 anos, com valor de PSA mais alto no primeiro exame, tinham chance aumentada de morrer devido a doença nos próximos 25 anos, e por isso talvez esses homens devessem ser seguidos mais de perto, enquanto os que não apresentam esse aumento talvez não necessitem de exames adicionais.

Ou seja, a identificar os pacientes com risco alto e intensificar o tratamento nesse grupo pode assegurar o controle da doença, e isso só será possivel realizando os exames de rastreamento precoce.

O que deve ser discutido é como diminuir as taxas de tratamento desnecessário e não privar os pacientes indiscriminadamente da possibilidade de cura quando a doença tem características agressivas.

No link, o artigo completo:  http://www.medscape.com/viewarticle/854596?nlid=91845_2201&src=wnl_edit_medn_honc&uac=66642FJ&spon=7&impID=896101&faf=1

Escrito por Radioterapia Legal - 23/11/2015 - 87 Views

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