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Dengue em São Paulo: O que você precisa saber, e fazer.
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Dengue em São Paulo: O que você precisa saber, e fazer.

A Dengue e o Chikungunya são doenças transmitidas pela picada da fêmea adulta do mosquito Aedes Aegypti.

Segundo a OMS é considerada epidemia a ocorrência de 1 caso para cada grupo de 334 habitantes, situação de 91 dos 645 municípios paulistas.

Em São Paulo já foram registrados mais de 196 mil casos de dengue até o momento, com 68 mortes. Esses números ainda não caracterizam epidemia estadual de dengue, entretanto 90% das cidades paulistas já confirmaram a doença, e na maioria delas o volume é muito maior do que no mesmo período do ano passado.

Enquanto a pequena Guararapes apresentou 2312 casos da doença Sorocaba já soma mais de 20 mil, e nas duas cidades ocorreram 6 mortes por dengue. O caso da primeira é sintomático pois, além da falha na prevenção, ocorre um litígio entre a Prefeitura e Santa Casa, devido ao sub-financiamento do SUS para manutenção de suas atividades, ou seja, com recursos escassos e a epidemia em crescente, o que era ruim ficou muito pior. Nem cidades maiores do estado escapam. Catanduva por exemplo já apresenta 15 mortes e cerca de 9,4 mil casos confirmados. Apesar do número menor de casos Ribeirão Preto encontra dificuldade em recrutar mão de obra para combater o mosquito, podendo por essa via permitir a chegada da epidemia.

Tanto o Estado quanto os municípios continuam fazendo as campanhas de conscientização tardiamente, e além de demonstrarem despreparo ao improvisar leitos e profissionais de saúde, pecam em não inserir a população no combate à epidemia de maneira preventiva e sistemática.

Existem duas maneiras de eliminar o mosquito: Bloqueio de nebulização (BN), que é a aplicação de inseticida domiciliar realizada exclusivamente pelos órgãos públicos, visando eliminar o vetor.

A outra maneira que pode ser realizada por todos nós, é o Bloqueio de Controle de Criadouros (BCC), em que o objetivo é eliminar ovos, larvas e pupas.

O mosquito vive aproximadamente 10 dias e tem uma área de abrangência limitada a 100 metros de onde nasceu, por isso a atuação da comunidade local é imprescindível.

Discuta o assunto com vizinhos, colegas de trabalho, na escola, igrejas e onde puder. O Aedes aegypt se adaptou a vida na cidade como poucos, e consegue fazer criadouros em cubículos com água limpa. Não o subestime. Lembre-se que você pode ajudar muito simplesmente observando de maneira crítica o que está ao seu redor. A iniciativa popular é tão importante quanto a do poder público nessa frente.

Caso encontrem algum obstáculo como estruturas abandonadas, terrenos baldios ou casas desabitadas, avisem imediatamente às autoridades ou responsáveis pelo imóvel (algumas imobiliárias têm incentivado os corretores a combater os criadouros).

Em relação aos sintomas é importante estar atento, apesar do quadro de febre, dores pelo corpo e articulações ser mais conhecido, é preciso lembrar que os sinais de alerta de gravidade da doença são dores abdominais, vômitos, sangramento espontâneo, queda da pressão, tontura e falta de ar.

A epidemia se combate com a união entre Estado e população, façamos todos a parte que nos cabe.

Escrito por Radioterapia Legal - 08/04/2015 - 112 Views

1 Comentário

  • O Carnaval do Aedes | Paulo Lázaro 17/02/2016 em 1:25 am

    […] O aumento dos casos de dengue no município de São Paulo tem relação direta com a propagação de seu vetor, oAedes aegypt. Hoje sabemos que além dos quatro tipos de dengue, ele pode transmitir outras doenças como o chikungunya e zika. A idéia de que São Paulo estaria imune à este tipo de surto é totalmente irresponsável, entretanto parece ter sido o norte para as irrisórias politicas públicas de combate ao vetor. A dengue tem um ciclo de infecção que conta com algumas variações devido as condições climáticas, imunidade da população ao tipo de vírus circulante e politicas de saúde de enfrentamento ao mosquito. Nos últimos anos percebemos uma explosão de casos confirmados da doença, saltando para um patamar digno de calamidade pública, muito fora do habitual. De 2013 para 2014 o número de infectados na cidade de São Paulo aumentou 10 vezes e em 2015 esse número cresceu quase 4 vezes em relação ao ano anterior. Isso representou no ano de 2013 números absolutos de 2617 casos no município para o valor de 100.456 casos de dengue no ano de 2015. Enquanto antes havia relativa estabilidade no número de casos com variações esperadas para o período, o que se vê hoje é um aumento descontrolado de pessoas que contraíram a doença, com tendência de aumento exponencial. O Aedes é um mosquito que tem hábitos diurnos e raramente ultrapassa 100 metros de seu criadouro, ou seja, estamos lidando com um inimigo que nasceu debaixo de nosso nariz, na nossa zona de conforto, ao lado de nossas casas. O mosquito chegou sem bater na porta, e é imprescindível estar atento aos locais onde ele pode se reproduzir. Faça sua parte como cidadão e cobre atitude das autoridades em relação à sua região. Veja no gráfico abaixo o número de casos de dengue em São Paulo nos últimos 5 anos e também relembre o nosso artigo de abril de 2015 sobre a necessidade do combate ao Aedes:http://paulolazaro.com.br/dengue-em-sao-paulo-o-que-voce-precisa-saber-e-fazer/ . […]

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